O programa Ondjila Green, anunciado em Setembro, prevê a introdução faseada de pelo menos 1.000 autocarros eléctricos e a instalação de 2.000 carregadores. Há comunicação oficial do MINFIN e cobertura do acordo.
A previsão não significa que a rede já esteja instalada ou operacional. Entre o anúncio e o carregador a funcionar há financiamento, obra, ligação à rede eléctrica, licenciamento e manutenção.
As perguntas que faltam responder
- Mapa: onde ficará cada carregador e por que ordem serão instalados?
- Financiamento: quem paga a infra-estrutura e em que condições?
- Prazos: quais são as metas anuais e quem as fiscaliza?
- Especificações: potências, conectores e compatibilidade com os veículos.
- Tarifas: quanto custará carregar e como será cobrado?
- Manutenção: que entidade garante a disponibilidade do serviço?
Fora de Luanda
O contraponto é prático: que utilização será possível fora de Luanda? Uma rede concentrada na capital serve os primeiros autocarros, mas não resolve a mobilidade interprovincial nem a operação de frotas no interior.
Anunciar 2.000 carregadores é uma meta. Ter 2.000 carregadores a funcionar é um resultado. São coisas diferentes.
Auto Konekta
O que falta apurar
A Auto Konekta vai procurar o mapa, o modelo de financiamento, os prazos contratuais e as especificações técnicas. Também vai verificar no terreno os primeiros pontos de carregamento anunciados.
Fonte: MINFIN e comunicação oficial do acordo, Setembro de 2026.


