A ARSEG emitiu a Circular n.º 03/2026, com orientações sobre a integração de riscos socioambientais na governação e na gestão de riscos dos operadores supervisionados. A data é 19 de Outubro.
É uma novidade regulatória com implicações potenciais para o automóvel, mas o alcance deve ser lido com precisão.
O que a circular é — e o que não é
A circular, por si só, não comprova aumento de tarifas nem a criação de um novo seguro obrigatório. Estabelece orientações de governance e de gestão de risco.
Para o sector automóvel, o impacto pode estar em três áreas: subscrição de frotas, produtos associados a veículos eléctricos e gestão de riscos climáticos.
- Frotas: critérios de avaliação de risco podem incorporar práticas ambientais.
- Eléctricos: baterias, carregamento e reparação exigem coberturas específicas.
- Clima: inundações e eventos extremos passam a ser risco de gestão, não apenas de sinistro.
Uma orientação regulatoria não é uma tarifa. É um sinal sobre o que os supervisores vão passar a exigir.
Auto Konekta
O que falta apurar
A Auto Konekta vai ouvir seguradoras sobre frotas e novos produtos, e pedir à ARSEG o calendário de implementação e os indicadores de reporte. Também vai verificar se a circular altera requisitos de capital ou de subscrição.
Fonte: ARSEG, Circular n.º 03/2026, 19 de Outubro de 2026.




